quarta-feira, 8 de setembro de 2010

da independência (do Brasil)

tentei manter alguma relação do dia de hoje com o brasil, mas única conexão foi o google ter se fantasiado de verde e amarelo. no mais, foi como um dia qualquer em salamanca.

acordei e almocei um sanduíche pra fazer a feira - a feira mais rápida até agora,40 minutos. e ainda economizamos um euro e alguns céntimos. ha! chegamos em casa depois de fazer a feira, mas, antes de guardá-la, necessário foi limpar a geladeira.


pesado! tava tensa, a situação. acho que as pessoas que moraram aqui no semestre passado não limparam nenhuma vez. e nem do semestre anterior. passamos o pano na geladeira inteira, tiramos as prateleiras, gavetas... mas a geladeira não tinha como descongelar sem termos que esperar algumas horas (geladeira antiga demais dá nisso).


troquei de roupa e comecei a combater a geladeira munido de uma colher de aço e um copo a ser constantemente reabastecido de água quente (a gente inventa do jeito que pode, né). o gelo foi, aos poucos, sucumbindo.


olha só! nosso refrigerador é umas três vezes maior do que pensávamos. tinha muito gelo. mas não só isso... me senti um paleontólogo quando desenterrei do gelo dois pacotes de salame do período pré-cambriano. sabe-se lá há quantas eras eles tinham sido congelados.


esfreguei o refrigerador ferozmente para tirar todo e qualquer resquício de sangue, plástico ou qualquer coisa que estivesse lá. nossa geladeira ficou um brinco. quem disse que ser obsessivo não é bom? próximo passo, digladiar com o banheiro.


guardamos a feira, fomos a el corte inglés (comprei meu ingresso pra apresentação de Chicago. pequenos luxos que a gente se dá. indulging myself, como se diria) e depois para plaza mayor, onde as comemorações do festival à padroeira de salamanca, santa maría de la vega, começariam.


vi uma oferenda de flores, como um cortejo, com muita música e danças típicas. todos estavam vestidos à caráter, tocando castanholas, violões, violinos e flautas. vi pouco tempo, porque ela era itinerante, como são os cortejos, e não passou muito tempo na plaza mayor.

                   
foto do dito cujo


deu lugar à passagem de som e luz do show do miguel poveda, que aconteceria só mais tarde. prometia ser algo bem bonito, ouvir flamenco na plaza mayor com aquela iluminação e com um quê de jazz, mas o frio estava muito, muito grande. as rajadas de vento me faziam estremecer, mesmo sentado.

desistimos. perdemos para o general frio. tínhamos três opções:
a. comprar casacos nas lojas próximas.
b. comprar doses de vodka nos bares próximos.
c. voltar para casa e pegar nossos próprios casacos.


optamos pela alternativa "c", prometendo não nos deixar mudar de idéia pelos edredons e camas quentinhos. voltaríamos para a ponte romana, onde haveria uma queima de fogos, e depois iríamos ver o show do miguel poveda.


fail. casa quente, pés fracos. todos desistiram. eu não ia sozinho e fui logo derrotado também. jantei minha salada e fiquei andando de meias e sandálias pela casa: noite de terça-feira.


assisti a queima de fogos ao longe pela janela. fiz, inclusive, um vídeo, mas acho que é grande demais pra colocar aqui. espero que os próximos dias de festival (segue até o dia 15, quarta da próxima semana) sejam mais aproveitados.


agora vem uma parte tensa: a foto do dia.
fiquei numa dúvida muito grande entre essas duas, então, me despeço com ambas:



o reto? sério?


bufo!

Um comentário:

Livia disse...

amigooo, tou adorando teus posts!!! morri de rir com essas fotos!!! XD mais mais maaaais! :****